Crédito Poupança

Como acabar com uma dívida? Saia de cena!

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Written by A Carteira

COMO ACABAR COM UMA DÍVIDA?

Existem diversas estratégias para acabar com uma dívida. Por aqui temos falado das vantagens e desvantagens de soluções como a consolidação de créditos ou a renegociação de créditos. Neste artigo vamos procurar responder a uma pergunta evidente: porque não conseguimos acabar com uma dívida?

Uma evidência – Não gostamos de dívidas. Certo?

O endividamento é uma prisão que muitos de nós escolhemos. Podemos procurar uma dívida para investir e ganhar mais dinheiro. Ou podemos endividar para comprar uma casa ou para consumir. Em qualquer dos casos, ter um contrato de empréstimo significa que iremos estar presos a este contrato até que consigamos pagar tudo (capital e juros).

Poucas são as pessoas que gostam de estar presas. Mas todos corremos ao banco para sermos condenados a esta prisão. Por que motivo?

Tem dinheiro para investir e tem dívidas?

Se tem dinheiro para investir e tem dívidas deverá olhar para as taxas de juro dos seus investimentos e para a taxa de juro que suporta com o seu endividamento. Nessa altura está em condições de perceber qual será o melhor investimento. Será acabar com uma das dívidas e ficar menos preso? Ou será investir e assumir o risco de vir a ganhar muito ou perder parte do seu dinheiro? A resposta é sua…

Porque não conseguimos liquidar as nossas dívidas?

Já lhe aconteceu ter dinheiro disponível para liquidar parte ou a totalidade de um crédito e não o fazer? Porque acha que isto acontece? A economia comportamental dá-nos uma resposta: valorização do tempo.

Em poucas palavras, os seres humanos são tidos como descontando o tempo. Em português isto significa que valorizamos muito mais o presente do que valorizamos o futuro. Significa que o consumo de hoje vale mais do que o consumo de amanha. Que o dinheiro hoje vale mais do que o dinheiro no futuro. E isto induz-nos ao consumo.

Podemos fazer planos para o consumo e para a redução do endividamento. Somos bons a planear o que vamos fazer dentro de uns meses. Por exemplo, temos as resoluções de ano novo. Prometemo-nos uma série de coisas para realizar ao longo do ano mas… quando o tempo chega não conseguimos. Porquê?

As emoções explicam tudo!

No curto prazo somos muito influenciados por fatores emocionais. Se no médio a longo prazo conseguimos ser racionais, à medida que o tempo de consumir ou de desendividar se aproxima, começamos a valorizar muito mais outras variáveis. Por exemplo, quem fuma sabe o impacto do tabaco na sua saúde mas as suas resoluções de deixar de fumar esfumam-se quando chega o intervalo para o café. A emoção supera a razão. Porque o que conta é o fatídico carpe diem. Queremos aproveitar ao máximo o presente e colocamos em causa o futuro.

Com as dívidas é o mesmo. Mandamos o pagamento das dívidas para o futuro e consumimos hoje. Temos o prazer do consumo agora e esquecemos que teremos a dor do pagamento no futuro, porque quando chegar o futuro… logo veremos.

Como contornar o problema?

Falamos aqui de um problema de autocontrolo. Definimos um campo de atuação e uma estratégia e temos de manter este caminho nas várias circunstâncias da nossa vida. Mesmo que tenhamos um problema com o carro ou que tenhamos de pagar os livros dos miúdos. Uma forma de autocontrolo é tornar todo o processo automático. Sairmos de cena. Resolvermos não ter influência no processo… mas como?

Na poupança é fácil. Basta irmos ao homebanking e iniciar um programa de entregas programadas. No campo da redução da dívida é mais difícil. Mas aqui sugerimos:

Os momentos fixos para amortizar as suas dívidas deverão ser mesmo fixos. Pode definir no final de todos os trimestres por exemplos. Ou no dia 30 de Outubro (antes dos presentes de Natal mas depois da compra dos livros escolares). Defina um dia e cumpra. Mas garanta que o dinheiro destinado à poupança está numa conta segregada e que só mexe no dinheiro nessa altura, caso contrário as tentações do consumo são enormes.

Somos animais de hábitos e seremos tanto mais bem-sucedidos se conseguirmos criar mecanismos que nos permitam reforçar estes hábitos e torná-los o mais automáticos possível. Depois é usufruir dos benefícios das nossas estratégias.

Sobre o autor

A Carteira

A Carteira é constituída por uma equipa de profissionais com muita experiência no setor financeiro. A nossa missão é ajudar as famílias a ter uma melhor relação com o dinheiro. Acreditamos que é possível poupar dinheiro, investir tempo e dinheiro na melhoria das nossas condições de vida. E estamos cá para ajudar com os conteúdos para que possa tomar as melhores decisões financeiras.

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