Opinião

Tempo é dinheiro

talento

O Tempo é um bem cada vez mais escasso e por isso cada vez mais valioso.

Já contabilizou o tempo que perde em reuniões improdutivas? É verdade: ainda há reuniões de trabalho improdutivas. Com frequência temos relatos acerca do tempo consumido em reuniões, não por serem desnecessárias, mas porque não respeitam os princípios básicos que constam de qualquer manual acerca do que deve estar presente na cabeça de quem marca e/ou conduz uma reunião.

Alguém me dizia que a sua avaliação de desempenho apontava como uma melhoria a gestão do tempo, para logo de seguida se perguntar: “como é que hei-de conseguir gerir o tempo se a maior parte dele é passado em reuniões onde nem preciso de estar?”

Outras pessoas falam do tédio que são as reuniões mensais de equipa. Sobretudo aquelas em que a opinião de cada um, quando há espaço para tal, é desvalorizada tendo como consequência a desistência quanto a expressá-la no futuro. São as reuniões autocráticas.

Num tempo em que se esbanjam palavras como eficiência e produtividade estes casos não parecem possíveis. Mas são. Na era da Inteligência Artificial, a Cisco apresenta os passos para uma reunião produtiva:

No entanto, para a transição ser mais suave, aqui vão os básicos a que me referia no início:

  1. Crie uma agenda para a reunião que inclua: assunto/os a serem discutidos, hora de início e de fim e pessoas presentes (assegure que os convidados são todos imprescindíveis);
  2. Envie essa agenda com a devida antecedência para que todos possam preparar-se;
  3. Bloqueie telefones (se necessário estabeleça uma pausa para o efeito);
  4. Quebre o gelo, mas não o deixe derreter (nada de ficar a relatar as férias, a notícia do dia…);
  5. Dê a palavra a todos e faça reformulações;
  6. Conclua a reunião em modo Quem faz o Quê Quando;
  7. Garanta uma acta.

E agora já pode contabilizar o investimento feito em reuniões produtivas.

Sobre o autor

Dalila Pinto de Almeida

Dalila Pinto de Almeida exerce a sua actividade no sector da Consultoria Organizacional desde 1992. Anteriormente foi Directora de Recursos Humanos e também exerceu Psicologia Clínica.
Especializou-se nas áreas de Executive Search, Assessments de Competências e do Coaching de Executivos.
Em 2014, criou a DPA Consultoria que, a par das suas áreas de especialidade, tem desenvolvido projectos de mudança em empresas nacionais e multinacionais.
Desde 2015 integra a Faculty da THNK School of Creative Leadership como Leadership Coach.
Mantém o blog Telescópio que pode ser acedido em www.dpaconsultoria.pt
É licenciada em Psicologia pelo ISPA, detém uma Pós Graduação em Gestão de Recursos Humanos pelo ISG e obteve a certificação em Coaching pelo ICC.

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